terça-feira, 9 de agosto de 2011

BISONTE-AMERICANO

Bisonte-americanoNome científico: Bison bison

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Género: Bison

Distribuição
O bisonte americano, como o próprio nome indica, era encontrado em quase todo o território da América do Norte. Hoje está limitado a algumas reservas para animais nos Estados Unidos e no Canadá, com especial incidência no Parque Nacional de Yellowstone no Wyoming e no Parque Nacional Wood Buffalo no Canadá.
Existem ainda manadas a viver em semi-liberdade em alguns grandes ranchos americanos, mas estes são propriedade do donos dessas terras.

Os bisontes americanos viviam em grandes manadas, eram respeitados pelos indígenas americanos, já que da sua pele eram feitas as roupas e tendas e a sua carne era a base da dieta destes povos, cada tribo matava apenas os animais estritamente necessários para a sua sobrevivência, mas a chegada dos colonos brancos europeus que matavam animais de forma indiscriminada, quase que levou ao desaparecimento desta espécie. Quando da chegada dos colonos europeus havia mais de 50 milhões de animais a viver em liberdade!

Alimentação
Os bisontes são herbívoros, alimentam-se estritamente de vegetais que encontram no solo.

Estado conservação
Em perigo, embora nos últimos anos o seu número tenha recuperado de algumas centenas para mais de 22.000 animais.

Gestação e maturidade sexual
As fêmeas bisonte atingem a maturidade sexual após os dois anos de idade, o mesmo para os machos, mas estes só acasalam pela primeira vez por volta dos 4 anos, altura em que atingem tamanho e peso que lhes permite enfrentar os animais mais velhos nas disputa pelas fêmeas.
O tempo médio de gestação destes animais ronda os 280/285 dias, nascendo regra geral apenas uma cria que pesa cerca de 15 kg.

Tamanho
Um bisonte macho adulto pode atingir mais de 3,6 metros de comprimento e 1,6 metros de altura e pesar com facilidade mais de 1000 kg.

Longevidade
Os bisontes americanos que vivem em liberdade pode
.m ter uma esperança de vida que ronda 20 a 25 anos, mas em cativeiro, quase podem duplicar esse tempo e viver até aos 40 anos

Alces

AlceNome científico: Alces alces

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Cervidae
Género: Alces
Espécie: A. alces

Distribuição
Os Alces vivem ainda em liberdade em vastos territórios do Norte da Europa, Rússia e China, também no Centro Norte e Norte dos Estados Unidos, Canadá e Alasca.
Regra geral os alces são animais solitários e territoriais.

Estado conservação
Não está abrangido por nenhum estatuto de conservação especial, por o seu número ser abundante e ter crescido nos últimos anos.

Gestação e maturidade sexual
As fêmeas alce atingem a maturidade sexual por volta dos dois anos. O tempo de gestação dura cerca 245/250 dias, altura em que nasce em regra apenas uma cria com um peso que varia entre 10/15 kg.

Tamanho
Os alces adultos podem crescer até cerca de 3 metros e pesar mais de 600 kg.

Longevidade
Os alces podem viver até aos 20 anos, embora em cativeiro haja animais que viveram 22 anos.

ADDAX

Addax
Nome científico: Addax nasomaculatus

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Hippotraginae
Género: Addax
Espécie: A. nasomaculatus

Distribuição
Embora já tenha ocupado um espaço bem mais vasto no território africano, neste momento o Addax está reduzido a algumas zonas na Nigéria, Chade, Norte do Malí, Sul da Mauritânia, Sul da Líbia e alguns territórios do Sudão, onde vivem em grupos de 20/25 animais.

Estado conservação
Vulnerável

GestaçãoA gestação da fêmeas Addax dura cerca de 260 dias, altura que nasce em geral apenas uma cria.

Tamanho
Este animal pode atingir o 1,6 metros de comprimento e pesar 120 kg

Longevidade
O Addax pode viver cerca de 25 anos

LOBO

Lobo
Nome científico: Cannis lupus

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Género: Canis
Espécie: C. lupus

Caracteristicas
Foi a partir do lobo que todos os cães evoluíram.

Actualmente, o lobo possui características marcantes que o separam do cão.

Curioso é o modo como bebem água, enquanto o cão utiliza a língua para trazer a água à boca, o lobo sorve a água como se fosse um aspirador. Algumas pessoas pensam que, em cada ninhada de lobos, um bebe como os cães, sendo depois abandonado pela mãe e afastado do resto da alcateia, e que alguns desses animais terão sobrevivido e dado origem ao cão, posteriormente, ao cão domesticado.

Os lobos vivem em alcateias que podem conter entre 5 e 10 elementos, dependendo do próprio núcleo familiar e da altura do ano.

Os lobos têm duas pelagens distintas, a de Inverno, mais densa, de maior comprimento e de cor acinzentada, que cai no início da Primavera. Nasce então uma pelagem mais curta, que fica até ao início do Inverno, com uma tonalidade de cor mais acastanhada, que lhe confere maior capacidade de camuflagem.

Em todas as alcateias há um líder, que é respeitado pelos demais e que guia todo o grupo pelo seu território.

Distribuição
Existem lobos em toda a Europa, no Norte e Centro da Ásia e na América do Norte.

Em Portugal, não são muitos os sítios onde podem ser encontrados lobos em liberdade. O Nordeste Transmontano talvez seja o local onde mais facilmente poderá ter um encontro com estes belos animais. Também é possível encontrar alguns lobos no Parque Nacional da Peneda Gerês e no Distrito da Guarda, na Serra de Leomil, embora se pense que poderão apenas existir aqui uma ou duas alcateias.

Contudo, em Portugal os lobos estão a atravessar uma fase de declínio e a sua sobrevivência está ameaçada. Este declínio começou com uma caça intensa a esta espécie, e nos últimos anos, tendo a caça sido proibida, surgiram os envenenamentos. Outro factor importante tem sido o facto de cada vez haver menos cervídeos em liberdade e essa era a sua maior fonte de alimento.

Os fogos florestais vão reduzindo o território e o número de presas, e os lobos passam então a ter de se alimentar de gado, sobretudo ovelhas, provocando enormes prejuízos aos pastores, que vêm assim os seus rebanhos dizimados. Apesar de estar contemplado que esses serão monetariamente recompensados pelos danos, o facto de os pagamentos demorarem muito tempo leva a que alguns achem que a única solução é acabar com os lobos nas suas zonas de pasto.

Pensa-se que, em território português, pode haver cerca de 200 lobos, talvez um pouco mais.

Os lobos não são uma ameaça para os humanos, pelo contrário, o Homem é que é um perigo para o lobo. A história do lobo mau não é mais que um velho conto infantil, criado com o objectivo de fazer prevalecer essa ideia.

Peso e esperança de vida
Os lobos, quando adultos, podem atingir cerca de 30 kg de peso e viver cerca de 15 anos. 


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ateus se oferecem para cuidar de animais de estimação dos cristãos após Juízo Final

WASHINGTON — O destino de cães e gatos de estimação após o dia do Juízo Final, que alguns cristãos fundamentalistas garantem que será este sábado, tem sido motivo de preocupação para muitas famílias, mas um grupo de empresários ateus dos Estados Unidos oferece a solução.
Em 26 dos 50 estados americanos, os empreendedores abriram um negócio que oferece serviços de resgate e adoção dos animais dos cristãos que forem selecionados para subir aos céus, quando Jesus os chamar ao seu lado.
"Você prometeu a vida a Jesus. Agora, está salvo. Mas quando chegar o êxtase, o que acontecerá com seus amados bichos de estimação que deixará para trás?", questiona o site da internet da companhia Eternal Earth-Bound Pets, que oferece aos cristãos "tirar-lhes esta preocupação da cabeça".
O serviço de resgate de bichos de estimação já tem 259 clientes, que pagaram 135 dólares para o primeiro animal e US$ 20 adicionais pelo segundo no mesmo endereço. A empresa garante que o animal terá companhia, cuidados e amor, apesar de seus donos cristãos terem ido para o céu.
Todos os integrantes das equipes de resgate são ateus convictos, o que significa que ficarão definitivamente na Terra, dedicados a recolher os animais depois deste dia.
Quando vier o dia do Juízo Final, o co-fundador da empresa Bart Centre "notificará todos os socorristas para que entrem em ação".
"Isto ocorrerá só se acontecer. Ou seja, não temos previsto fazer nada se não acontecer nada no sábado", explicou uma fonte da Bart Centre à AFP.
Os contratos são válidos por 10 anos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Após cheia histórica, animais silvestres morrem no Pantanal

Do Globo Natureza, com informações do Bom Dia Brasil
Foto: ReproduçãoApós cheia histórica, animais silvestres morrem no Pantanal
Animais silvestres no Pantanal de Mato Grosso do Sul procuram refúgio em poucas áreas que permaneceram secas após uma cheia que isolou sedes de fazendas e prejudica a retirada de rebanhos por caminhões boiadeiros.

A cheia atingiu a estrada parque, um corredor turístico e rota comum de pecuaristas. “Está ficando complicado, todo mundo está indo embora. Não tem mais o que fazer”, diz o pecuarista Marcos Wanderley. “De um dia para o outro se nota, mais ou menos, um palmo de altura acima do aterro”.

Um trecho da estrada mais parece a correnteza de um rio. A via, que tem 130 quilômetros, está com um trecho de 70 quilômetros interditado. Pontes foram levadas pela força da água.

A situação da estrada dificulta a retirada de gado. “A situação está muito difícil. É muita água, as pontes não dão condições para trabalhar. Essa época é um sofrimento”, conta o caminhoneiro Antonio Carlos de Queiroz.

Do outro lado do rio, caminhões estão cheios de bois debilitados. Um bezerro fraco é pisoteado por outros animais em um dos caminhões. “O estado do gado que estamos transportando é fraco porque está preso, sem comer”, diz o caminhoneiro Paulino Campos.

Alguns animais nadam sem rumo, buscando um pedaço de terra seca para se abrigar. Outros não resistiram à falta de comida e morreram. “É terrível. Uma coisa que os próprios pantaneiros nunca viram igua. Animais morrendo, pessoas ilhadas sem terem condições de se mover”, diz o pecuarista Catarino Gimenez.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Criação de Hampster


Introdução O hamster é originário da Síria e só chegou ao Brasil em 1960. Durante muitos anos serviu apenas de cobaia. O animalzinho dorme durante todo o dia e acorda somente ao anoitecer ficando, nesse período, muito ativo. Apesar de ser parente dos ratos, é manso e muito higiênico, sendo considerado bem-humorado e gosta muito de brincar, exceto quando ameaçado, quando reage com violência.

Muita gente no Brasil não o conhece e, provavelmente, para a maioria das pessoas que já o viram, ele não passa de um simples ratinho. Mas, quem convive com esse pequenino e frágil roedor, consegue ver nele encantos e qualidades comuns aos mais populares animais domésticos de estimação. Apesar de ser conhecido como esquilinho do Líbano, o hamster dourado (Mesocricetos auratus auratus) é originário da Síria onde Aharoni, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, capturou uma fêmea acompanhada de uma dúzia de filhotes, em Alepo, levando-os para o laboratório, introduzindo a espécie no Ocidente, através dos Estados Unidos e Europa, onde se adaptou, se aclimatou e se proliferou facilmente. Daí começou a criação do hamster para fins experimentais.
No Brasil não se sabe ao certo o dia e o local de seu desembarque. Registros extra-oficiais dão conta de que os primeiros exemplares foram trazidos para cá por um imigrante alemão que, por volta de 1960, doou sua criação ao Instituto Biológico, órgão mantido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Por aqui, durante cerca de duas décadas, o interesse pelo hamster ficou restrito às salas dos laboratórios, onde serve como cobaia para experimentações científicas. Antes considerado uma praga de lavouras, onde constrói sua toca em galerias com uma profundidade de 40 a 80 centímetros, como faz o furão brasileiro, somente no início dos anos 80 é que conquistou seus primeiros fãs entre a população em geral, atraindo a atenção e simpatia, especialmente da criançada. Cada toca abriga apenas um animal e é abandonada quando a fêmea termina de criar os filhotes, ocasião em que constrói outra.
Não se tem notícia de exemplares dourados de vida livre, à solta na natureza, nos países ocidentais. Nessas condições, existem apenas os comuns, conhecidos como hamsters europeus. Todos os dourados que existem são descendentes daquela única família capturada por Aharoni. De vida noturna (notívagos) também podem se locomover durante o dia, saindo do ninho, mas evitando o sol; vivem bem em ambientes fechados (casas e apartamentos, em cativeiro), passando todo o dia dormindo ou sonolentos, despertando somente ao anoitecer. A sua principal característica física são as bolsas internas existentes uma em cada lado do pescoço, usadas em geral para armazenar alimentos que, quando cheias, assemelham-se a grandes bochechas peludas, agindo assim desde a mais tenra idade (desde os vinte dias já se preocupam em guardar o que comem). Os jovens desmamados e entregues à própria sorte entram logo em plena atividade, procurando armazenar o que comer. Muito fortes, são capazes de transportar para a toca alimentos de grande volume em relação ao seu tamanho, danificando lavouras de trigo, centeio, ervilha e toda a sorte de cereais. Na natureza, é daninho como o rato do campo.


CLASSIFICAÇÃO

Mais da metade das espécies de animais mamíferos existentes pertencem à ordem Rodentia (roedores) e, entre elas, está o hamster, que faz parte da família dos cricetídeos. O hamster comum (europeu), do gênero Cricetus, tem um pequeno e grosso rabo e cresce até 30 centímetros; entretanto, ainda é selvagem e não é conhecido no Brasil. Já o hamster dourado (sírio) foi descrito em 1839 por Waterhouse. Manso e de hábitos solitários, é o único domesticado até agora, pertence ao gênero Mesocricetus, é da espécie auratus, cresce em média de 15 a 18 centímetros, pesa de 85 a 130 gramas e tem apenas um vestígio de rabo. Alguns pesquisadores classificam o animal como irritadiço, de gênio violento e combativo quando ameaçado, brigando uns com os outros, ocasionando mortes em conseqüência dessas lutas e, ainda, canibais, onde as mães podem devorar os filhotes ao nascerem, se lhes faltar uma dieta alimentar adequada. São muito inteligentes. Por qualquer provocação colocam-se em atitude de defesa, sentados sobre as patas traseiras com as dianteiras distendidas, saltando sobre o agressor ao menor gesto, não importando o seu tamanho ou aspecto, por mais amedrontador que lhes possa parecer. Nessas ocasiões, cravam os dentes com muita rapidez. Sua mordedura é dolorosa e grave, dilacera os tecidos, tornando-se, assim, perigosa fonte de infecção. Por esse motivo, mesmo que não se apresentem zangados, é cauteloso manipular os animais com delicadeza e sem movimentos bruscos.
Em geral, os hamsters dourados, curiosamente, são castanhos na face dorsal, na face ventral são cinzento-claros com manchas brancas e, dentro das raças mais comuns – albino, libanês e angorá – as cores podem variar desde o branco, passando pelo champanhe e creme, até a mistura que vai dar em malhados, cintados e tricolores. Estes últimos são os mais criados no Brasil. Têm orelhas pequenas e olhos escuros muito vivos (exceto os albinos, que possuem olhos vermelhos).


COMO CRIAR

Para criar hamsters, é preciso delicadeza e paciência. Essa é a primeira dica dos grande criadores, que costumam vendê-los em lojas de animais e feiras livres, e dão outras aos futuros criadores:
- de manhã, a tarefa é limpar e desinfetar as gaiolas, tirando a maravalha (pó-de-serra) e as tirinhas de jornal molhadas de urina, remover os restos de alimentos dos comedouros, colocar ração nova e trocar a água dos bebedouros, sendo o principal cuidado procurar não mexer nos animais para que eles não acordem e, se isso acontecer, fazer movimentos suaves para evitar que eles despertem demais e acabem ficando estressados;
- a maior parte dos tratos deve ser feita a noitinha, quando os hamsters entram em atividade. É hora de desmamar os filhotes com 21 dias de vida, separar por sexo aqueles com cinco semanas de idade para evitar o cruzamento consangüíneo (acasalamento entre animais “parentes”), e escolher os casais para o acasalamento – recomendando-se, para isso, o uso de um livro de registros;
- se a fêmea, levada à gaiola do macho para ser coberta, brigar com o parceiro, é sinal de que ela ainda não está no cio, devendo ser separada dele imediatamente, sob o risco de serem provocadas ferimentos em ambos. No dia seguinte, faz-se uma nova tentativa. Decorridos 10 dias, apalpando-se o ventre da fêmea, é possível saber se foi fecundada e, então, ela deve voltar para sua gaiola. Nunca deve se deixar qualquer macho entrar em contato com a fêmea que estiver prestes a dar à luz, pois o estresse pode provocar a antecipação da cria;
- a ração balanceada, própria para hamsters, deve ser enriquecida com sementes de girassol, milho, lentilha e ervilha – deve-se evitar rações que contenham amendoim, porque este é propenso a fungos e pode matar criações inteiras;
- quanto às instalações, o importante é manter a temperatura ambiente a 20º e a umidade do ar entre 40 e 70%, controlando-se a quantidade de luz solar direta;
- os hamsters são exigentes quanto às condições sanitárias e sensíveis à falta de vitamina E.


COMPORTAMENTO

Quando se fala em reprodução, nenhum outro mamífero vence as fêmeas hamsters. Elas são campeãs em rapidez, ganhando até das coelhas. Seus filhotes nascem, em média, dos 16 aos 19 dias de gestação e costumam ser mais de sete por ninhada. Seu ciclo sexual dura de três a vinte e quatro horas e a primeira procriação pode ocorrer a partir de seis semanas para a fêmea, e três meses para o macho, fertilidade essa que diminui no inverno e aumenta na primavera. As glândulas mamárias estão dispostas em duas fileiras, localizando-se no tórax e abdômen, em número de seis a sete mamas de cada lado.
Como o sistema de criação mais comum é o individual, onde cada animal tem sua gaiola, a fêmea deve ser levada ao macho para que ela permita a cobertura com mais facilidade. E, quando nascem as crias, todo cuidado é pouco pois, se houver barulho, se faltar água na gaiola ou se alguém mexer muito no ninho, a fêmea pode ferir mortalmente os filhotes maiores ou comer os pequeninos. Nesse caso, primeiro ela os guarda em suas bolsas laterais mas, caso continue a se sentir ameaçada, ela os engole. Nascem com os olhos fechados, sem pêlos, de pele rosada, quase transparentes, escurecem no fim de dois dias, aparecendo os pêlos aos cinco dias de idade, e pesam, em geral, pouco mais de dois gramas.
Apesar do parentesco com os ratos, o hamster dourado é considerado um bicho muito higiênico e organizado. No pequeno espaço da gaiola, ele demarca o local de dormir, de urinar e de comer. O comportamento de carregar alimentos por meio das bolsas, e depositá-los nos cantos da gaiola e dentro do ninho, é tido como um hábito inato, presente na memória da espécie, e justificável pela necessidade de se precaver contra a escassez alimentar durante os invernos rigorosos em seu país de origem. Esses hábitos pouco comuns e a vida notívaga, não fazem do hamster um bicho mal-humorado em situações normais; pelo contrário, ele é bastante brincalhão. Por isso, em toda gaiola deve estar presente a “roda gigante”, para que ele possa se divertir e, de quebra, fazer exercícios. Entretanto, esse brinquedo, se mal feito, com hastes muito separadas umas das outras, torna-se um perigoso inimigo dos bichinhos, pois pode causar a quebra de suas patas e pernas, caso essas fiquem presas entre duas hastes enquanto a roda gira. Fatalmente, isso acometerá na sua morte. Outro problema que ela pode causar é o pêlo se enroscar em seu mecanismo, prendendo o animal, causando lesões subcutâneas sérias e de difícil diagnóstico. Caso isso venha a acontecer, o mais correto é, com as mãos enluvadas (para evitar os dentes do bichinho, que estará nervoso) e utilizando-se uma tesoura, cortar os pêlos que se enroscaram, liberando-o. Outros modelos de gaiolas, grandes e com partes em acrílico transparente, simulam tubos, corredores, labirintos, casinhas, túneis, por onde os animaizinhos passeiam. Esses ornamentos costumam ser utilizados em vitrines e exposições e, sempre, são alvo preferido da atenção de adultos e crianças que se deliciam em observar as suas peripécias.
Os hamsters estão sujeitos a várias doenças, figurando entre as mais comuns a pneumonia, tifo, oftalmia, abscessos, úlceras, gangrena na língua, adenite, além de duas consideradas as mais importantes: meningoencefalite (cabeça torcida para o lado; quando de pé, gira constantemente e, para locomover-se, rola o corpo) e mielite (membros inferiores distendidos, sem a menor ação; o animal locomove-se com grande dificuldade, arrastando a parte posterior do corpo). essas afecções, que localizam-se no sistema nervoso, podem trazer confusão para o leigo, à primeira vista, e podem ser confundidos com os sintomas da raiva. São os casos mais graves, e é aconselhável isolar os animais que apresentarem esses sintomas, tanto dos outros membros do plantel, como do contato humano.